5 de set. de 2009

Oficina 10 - TP5

No primeiro momento da oficina conversamos sobre as atividades do avançando na prática escolhido pelos cursistas para ser aplicado com seus alunos.
Alguns professores voltaram a queixar-se da falta de tempo para elaboração e acompanhamento das atividades. Outros já afirmaram que tiveram êxito. Considero esse momento sempre importante, pois os professores conseguem expor suas alegrias, angústias e expectativas em relação aos encontros e atividades.
Logo após esse momento, foi feita a leitura do texto “Mudanças” de Clarice Lispector, que já foi lido em momento anterior, mas se fez necessário utilizá-lo nesse momento. Alguns professores fizeram suas reflexões a respeito do mesmo, comparando-o com a sua vida pessoal e profissional.
Para iniciar a atividade da oficina distribui números equivalentes a quantidade de participantes e fiz um sorteio em ordem crescente. Cada professor escolheu duas gravuras que foram retiradas de revistas e jornais e, a partir desses materiais deveriam construir um texto narrativo através das linguagens verbal e não verbal, usando conectivos de coesão, de forma que o texto ficasse coerente.
Os cursistas perceberam que era necessário ter atenção na construção textual para não cometer erros de coerência. O texto foi reescrito várias vezes e assim perceberam a importância dos conectivos de coesão na formação da lógica do texto.
Em outro momento dediquei alguns minutos para conversar com os professores sobre os portfólios, pois alguns ainda apresentaram dúvidas quanto a sua organização. Outros, explicaram como estavam desenvolvendo seus projetos.
Para finalizar, avaliamos a primeira etapa do Gestar (TP3, TP4, TP5) e todos afirmaram que os encontros têm colaborado para sua formação profissional e estão se sentindo mais seguros e produtivos.

A DOR DE ISIS

No dia 12 de agosto recebi uma notícia que me comoveu bastante. Fui comunicada que uma professora tinha perdido sua única filha (Ingrid), pois a menina sofreu uma descarga elétrica e não resistiu.
Isis (mãe da garota) é professora cursista da minha turma do Gestar II (Polo Paulista) e junto com seu esposo sofreu essa grande perda.
Representantes da nossa turma foram ao velório partilhar com Isis dessa forte dor. Ingrid, como todos afirmavam era uma menina feliz, inteligente e amada, principalmente pelos seus pais. Porém, chegou a hora de sua partida. Creio que ela contribuiu para a felicidade dos seus pais e continuará velando por eles no céu.
À Isis, a paz de Deus, nosso Pai. Que o Senhor preencha o vazio em que se encontra o seu coração o mais breve possível para que ela (Isis) possa nos alegrar com a sua presença viva.

Brigar com Deus

(Falado)
Esta canção é para os pais que já perderam um filho, e por isso, brigaram com Deus.
Eu não tenho respostas prontas para essa dor!
Há feridas que não se curam com pomadas, mas com o tempo.
Para eles, que continuam zangados com Deus esta canção!
Admito que eu já duvidei,
Depois daquela morte repentina num farol,
Depois que dos meus olhos Deus levou a luz do sol,
Depois daquela perda sem aviso e sem sentido,
Admito que eu já duvidei.
Admito que eu briguei com Deus porque não respondeu

Quando eu Lhe perguntei porquê;
Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê,
Parece que não viu, nem me escutou lá no hospital.
Admito que eu fiquei de mal!
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu,

A gente chora, grita e urra e põe pra fora aquela dor.
E desafia o Criador e quem se mete a defendê-lo.
Comigo não foi diferente do que foi com tanta gente
Que perdeu algum amor.
Briguei com Deus, briguei com Deus

E se eu briguei foi por saber que Deus ouvia.
Admito que eu me revoltei;

Onde é que estava Deus com Seu imenso amor?
Se Deus é amoroso, então por que deixou?
Por que tinha que ser do jeito que foi?
Admito que eu O desafiei,
Admito que eu O desafiei,por não achar sentido no que Deus me fez;

E nem me perguntei porque será que o fez.
Briguei com quem levara alguém que eu tanto amei!
Admito que eu já blasfemei.
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu.

A gente chora e grita e urra, e põe prá fora aquela dor.
E desafia o Criador e quem se mete a defendê-Lo.
Comigo não foi diferente do que foi com tanta gente
Que perdeu algum amor.
Briguei com Deus, briguei com Deus
Briguei com Deus, mas acabei no colo Dele.
Admito que voltei pra Deus.

E até nem sei dizer porque foi que voltei.
Eu acho que voltei porque não me calei.
Voltei porque, talvez, não sei viver sem crer.
Admito que voltei pra Deus.
Admito que ainda creio em Deus,

Mas tenho mil perguntas a doer em mim.
Eu tenho mil perguntas para Lhe fazer.
Espero que Ele um dia queira responder!
Ele sabe o que é que eu penso dele. (3x)

Oficina 09 - TP5

Antes de iniciar a oficina nº09 da TP5 em que estudamos as unidades 17 e 18, conversamos sobre o avançando na prática que cada cursista trabalhou com seus alunos em sala de aula.
Para começar os trabalhos a sala foi dividida em três grupos. Cada equipe recebeu um texto diferente,escrito de forma desorganizada. As equipes teriam então,que organizar as idéias e reescrever o texto de forma coerente.
Foi uma atividade bastante interessante, pois embora parecesse fácil, aos poucos, os professores foram percebendo que a mesma necessitava de uma atenção especial para que o texto não apresentasse erro de coerência.
Ao terminar a oficina fizemos uma avaliação da atividade proposta que foi bem aceita por todos que a achou bastante interessante.Depois da avaliação entreguei aos cursistas outros textos para apreciação e expliquei também que poderiam aplicar a mesma atividade com seus alunos.
Numa conversa final, que geralmente tenho com a turma, alguns professores queixaram-se da quantidade de atividade, pois arguiram a falta de tempo, já que alguns estão cursando a pós-graduação. Devido esses questionamentos mostrei para o grupo o quanto é importante a formação para nós professores e como somos uma turma coesa, um colega ajuda o outro e assim vamos caminhando.


Exemplo de um dos textos trabalhados em grupo
Grupo 4


Os fragmentos seguintes tratam de cinco cenas diferentes, que compõem uma história. Enumere os fragmentos na seqüência que você julgar correta e depois copie o texto na seqüência obtida.
Agradecida, nada! A cobra, já recuperada, recebeu o homem de bote armado, em atitude tão ameaçadora que ele exclamou:
— Ah, é assim que Você paga o bem que te fiz? Então espera só pra ver...
Tomou a cobra nas mãos, conchegou—a ao peito e trouxe—a para casa. Lá pôs a cobra perto do fogão.
— Fica aqui em paz até que eu volte do serviço à noite. Então te darei um ratinho para comer.
E saiu.
Um dia, certo homem de bom coração encontrou na estrada uma cobra tremendo de frio.
— Coitadinha! Se fica por aqui ao relento, morre gelada.
E a matou com uma paulada.
De noite, ao regressar, veio pelo caminho imaginando como a cobra estaria alegre.
— Coitadinha! Vai ficar tão agradecida...
(Adaptação de O homem e a cobra, em Fábulas, de Monteiro Lobato)

Alcione Rodrigues - Formadora


4 de set. de 2009

Oficina 08 – TP4

Após a conclusão dos estudos das unidades 15 e 16, demos inicio a oficina nº 08 (TP4) com o vídeo “Quem mexeu no meu queijo”, pois alguns cursistas já haviam comentado sobre a dificuldade em aplicar o avançando na prática escolhido (pág.85-TP4), porque alguns participaram da greve dos professores, acontecida no Estado, e não estavam conseguindo aplicar as atividades. Então percebendo certa falta de estímulo, senti a necessidade de exibir o filme.
Logo após a exibição do filme iniciou-se uma discussão em volta do tema por ele abordado, o que facilitou a exposição dos cursistas sobre o avançando na prática. Nos relatos dos cursistas observei que apesar das dificuldades que atualmente o professor do Estado de Pernambuco está passando, eles ainda demonstram preocupação com o processo educativo.
Em outro momento da oficina, a turma foi dividida em grupos, cada equipe recebeu fotos de crianças caracterizados de diversas profissões e que também é retratada na TP4 (pág.220). Cada equipe fez a interpretação da imagem recebida e, a partir daí, construíram um texto publicitário para anunciar trabalhos de ONGs que protegem crianças. Essa atividade conseguiu mobilizar todos os cursistas, pois as produções foram bastante proveitosas.
Para finalizar pedi aos professores para planejar atividades para seus alunos a partir das idéias desenvolvidas na oficina. Ao término dos trabalhos, eles colocaram em comum seus planejamentos para que fossem apreciados por todos. Esse momento foi significativo, pois os planejamentos foram bem elaborados.
Avaliamos o nosso encontro e conversamos sobre a redução do número de participantes, uns por motivos de aumento da carga horária e outro professor, por está desenvolvendo um projeto na UFPE. Sucesso aos nossos amigos!
Alcione Rodrigues - formadora

Relatório - Oficina 7

OFICINA LIVRE
A formadora do Gestar II, Professora Angélica Macedo, informou-me que iria realizar uma oficina livre e explicou o objetivo da mesma. Gostei da iniciativa, pois se tratava de uma análise lingüística da música Valsinha de Chico Buarque e decidi trabalhá-la também com a minha turma.
Comecei a oficina com a leitura da música e incentivei a interpretação oral do texto e foi um momento muito rico, pois cada professor fez sua interpretação. Uma professora falou que o texto mexeu com suas lembranças. Logo após, houve a audição da música. Foi um momento bom, pois alguns professores conheciam a música e até cantaram.
Após a audição da música dividi a turma em três grupos (a turma é pequena). Cada equipe fez a análise estilística solicitada. Nessa análise, os cursistas verificaram: Memória discursiva, Instância lexical, Estrutura textual, Metáfora e Rima. Constataram também que a música foi escrita nos anos 70 e que foi um momento marcado pela busca da liberdade de expressão.
A atividade foi encerrada com as apresentações dos trabalhos das equipes que, pelo seu resultado, ficou provado que os professores tinham o domínio do conteúdo abordado.





Valsinha

Chico Buarque



Um dia, ele chegou tão diferente

do seu jeito de sempre chegar

Olhou-a de um jeito muito mais quente

do que sempre costumava olhar

E não maldisse a vida tanto quanto

era seu jeito de sempre falar

E nem deixou-a só num canto, pra seu

grande espanto, convidou-a pra rodar

E então ela se fez bonita como há muito

tempo não queria ousar

Com seu vestido decotado cheirando

a guardado de tanto esperar

Depois os dois deram-se os braços

como há muito tempo não se usava dar

E cheios de ternura e graça, foram para

a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a

vizinhança toda despertou

E foi tanta felicidade que toda

cidade se iluminou

E foram tantos beijos loucos,

tantos gritos roucos como não se ouvia mais

Que o mundo compreendeu

E o dia amanheceu

Em paz


Alcione Rodrigues - Formadora