18 de out. de 2009

Relatório reflexivo – oficina 02(TP1) – Pactos de leitura e intertextualidade

A intertextualidade não é apenas uma questão ligada a que outros textos você se refere, e sim como você os usa, para que você os usa e, por fim, como você se posiciona enquanto escritor diante deles para elaborar seus próprios argumentos. As pessoas podem desenvolver maneiras sutis e complexas de elaborar as palavras dos outros. Estamos tão familiarizados com essas complexas performances intertextualidade, que dificilmente as percebemos. (Bazerman, 2004: 94)

Começamos a oficina fazendo a leitura de um texto chamado “Os cegos e o elefante”. Fiz a leitura sozinha, no primeiro momento, logo após um momento de silêncio, a leitura foi feita alternando os leitores por parágrafo. As reflexões foram boas (além da minha expectativa) e alguns professores fizeram referência a outros textos com conteúdo parecidos (intertextualidade). Após as reflexões recolhi os textos.
Fizemos também uma avaliação em relação ao conteúdo das unidades 3 e 4 da Tp1. Pudi verificar, que os conteúdos dessa Tp, foram (segundo os cursistas) bons, no que se refere do desenvolvimento da escrita e leitura de seus alunos. Uma professora explicou que numa turma de 8ª serie, em que aplicou o avançando na prática da página 102 foi um excelente trabalho de oralidade e escrita, principalmente, o momento de reescrita do texto. Ela percebeu também que houve um avanço tanto na escrita, como na leitura, e foi mais uma professora, a elogiar as atividades do Gestar II, pois conseguem, segundo os cursistas envolver os alunos mais dispersos.
Em outro momento devolvi o texto “Os cegos e o elefante” e pedi aos cursistas que criassem um novo texto, com o gênero que desejassem, contanto que fizessem intertextualidade com o texto refletido no início da oficina. Cada professor desenvolveu um gênero (publicidade, paródia, carta, etc.). Como já havíamos estudado na unidade 4 (Tp1), os cursistas concordaram que a intertextualidade é uma conversa entre textos.
Segundo Bazerman (2004:84)(...) quase todas as palavras e frases que nós usamos, nós já ouvimos antes. Nossa originalidade e nossa habilidade como escritores advêm das novas maneiras como juntamos essas palavras para se adequarem a situações especificas, às nossas necessidades e aos nossos propósitos, mas sempre precisamos de um acervo linguístico comum que compartilhamos uns com os outros.
Para finalizar a oficina fiz uma breve avaliação sobre o avançando na prática, que desta vez foi escolhido o da página 144, por unanimidade. Duas professoras relataram que essa atividade foi bem planejada e ao utilizá-la em sala de aula, perceber que seus alunos (grande parte), já consegue com grande habilidade reconhece alguns gêneros textuais e escrevê-la sem as dificuldades que apresentavam antes.
Encerramos a oficina fazendo a apresentação da charge de Quino (cartunista) que está na página 147 da Tp1 e discutimos também sobre o desenho que trazia a charge (Carlitos) e foi nesse momento que percebi que professores com idade mais jovem não conheciam o filme que deu origem a mesma. Então, exibi a cena do filme Em busca do ouro de Chaplin.
A cada dia percebo que os professores têm mostrado interesse nas atividades solicitadas pois, segundo eles mesmos, essas atividades tem ajudado no desenvolvimento da escrita de seus alunos.
Formadora - Alcione Rodrigues

16 de out. de 2009

Relatório reflexivo da oficína nº1 (TP1)

Iniciamos a oficina nº 1 do segundo momento do Gestar II, conversando sobre as dúvidas em relação aos projetos que estão sendo desenvolvidos pelos professores. Há alguns que estão sentindo dificuldades em aplicar o projeto por falta de apoio de alguns colegas e, às vezes gestores.
Logo após as discussões sobre o andamento dos projetos fizemos a leitura do texto “Gosto muito de ocê”. Percebi que os professores gostaram do texto e duas professoras chamaram a atenção sobre o “abuso” do diminutivo. Apresentei também um vídeo que foi exibido há algum tempo no Jornal Hoje (TV Globo) Dicionário mineirês. A sua exibição veio facilitar a compreensão do estudo sobre variação linguística junto ao texto que foi apresentado anteriormente.
A turma foi dividida por duplas que comentaram sobre a linguagem utilizada no cotidiano dos seus alunos, após a elaboração de pelo menos dez palavras, com seus significados, criaram um dicionário queo chamaramde “Teen”.
Com o dicionário pronto cada dupla escolheu duas palavras e criaram um texto oral narrando um acontecimento em sala de aula. Logo após, com esse mesmo conteúdo, escreveram o texto em linguagem culta.
Foi uma atividade bastante divertida e interessante, pois a partir dela pode ser verificado as duas modalidades da língua - a oral e a escrita - e perceberam a importância de cada uma.
Para finalizar as oficinas os professores relataram o resultado da atividade do avançando na prática que cada um livremente escolheu. Uma professora falou que durante a atividade do avançando na prática pode verificar, e ficou feliz, que seus alunos demonstraram progresso quanto à leitura e que as atividades incentivadas pelo Gestar II têm ajudado bastante seus alunos, tanto na escrita quanto na leitura, e principalmente conseguiu chamar a atenção e a participação dos alunos que eram considerados apáticos e desinteressados.
Dicionário TEEN

A
Alma sebosa - Pessoa de má índole.
B
Bagaçar - Cair na farra
Bagulho - Droga
Beleza !!! - Tudo certo!!!
Bolado - Preocupado
Bora vê? - Cuidado

C
Caça rato - Menina que se relaciona com todo tipo de garoto (a)
Cachorra - Menina sem moral, safada
Cai fora -Vai embora sai.
Canecão - Homossexual
Caô - Mentira
Chegado - Pessoa amiga
Cocó - Emboscada
Comédia - Pessoa que não cumpre palavra.
Coxinha - Pessoa dissimulada, falsa.
D
Dar o ganho - Pegar algo que não lhe pertence
Deixa de onda - Deixe de invenção
Derrubado (a) - Feio (a), mal arrumado (a), muito cansado (a)
Dezanda - Vai embora, sai daqui.
Doideira - Situação confusa

E
É a treva - Deu problema, gente ruim
E aí mano? - Como vai? Tudo bem?
E ai? - Oi , olá
È babado - Fofoca boa, problema sério (babado forte)
É da hora - É muito bom, é moderno.
É limpeza - Gente boa
É nenhuma - Tudo bem
É nóis mano!!! - Estou com você. Estamos juntos.
É o bicho! - É bom, é interessante.
Embaçar - Atrapalhar

F
Ficar - Beijar, abraçar sem compromisso
Ficou de graça - Se saiu mal
Fique frio! - Acalme-se
Fique peixe - Fique tranqüilo.
Foi mal! - Desculpe
Fuleragem - Covardia

G
Galeroso - Menino que briga na rua
L
Lavra - Vai embora, sai.
Lombrado - Drogado
M
Me garanto - Eu assumo, eu aguento
Meu irmão - Meu amigo
Morgô - Perdeu a graça

N
Nóiado - Drogado, preocupado
O
O bicho vai pegar - Vai dar problema, vai ser bom (em shows)
Os home - A policia
Otário (a) - Bobo(a), abestalhado (a)
P
Paloso - Pessoas que mentem
Parada - Problema, esquema de roubo.
Perua - Mulher vulgar
Piriguete - Menina vulgar

Q
Que parada é essa? - Qual é o assunto?
R
Raposa - Menina que se relaciona com muitos garotos
S
Sinistro - É emocionante, é perigoso, dá medo.
T
Tá estressada? - Está nervosa?
Tá valendo! - É assim, não é?
Tchau pro louro - Fica como está, está acabado,encerrado o assunto.
Te liga! - Fique atento
Tipo assim... - É desse jeito...
Tô Bege - Pasmo (a)
Tô nessa - Quero participar, vou participar
Tô rosa chiclete! - Pasmo (a)
Tô Roxo(a) batata - Espantado (a)
Total flex - Bissexual
Treta - Confusão, armação, silada
V
Vacilão - Pessoa que não cumpre palavra, entrega o comparsa.
X
X nove - Delator, fofoqueiro
Formadora - Alcione Rodrigues

Avaliação de uma cursista sobre a 1ªetapa do Gestar II

O primeiro período do Curso Gestar II expôs trabalhos envolventes, pois estes apesar de já serem vivenciados por nós, professores cursistas, as trocas de experiência é que se tem como singular. A partir das questões levantadas, relatamos experiências vivenciadas, seja com sucesso ou não. Aceitamos algumas, colocamos em prática; tornando assim, o tempo utilizado para as atividades, algumas vezes, curto, porém muito rico.
O nosso relacionamento, tanto entre os professores cursistas quanto com o professor formador, é muito profissional. Isto é, o compromisso do grupo é real, buscamos inovações, informações, trocas de ideias. Com isso, observa-se uma relação de troca, e não, de soberba.
Contudo, percebo que minha atuação como professora cursista, também está sendo de busca. Principalmente, porque me acho inexperiente, pois só estou há dois anos e meio lecionando. Por isso, a princípio o interesse pelo curso, e agora, ansiosa em ouvir os relatos dos colegas, as trocas de experiência, que tanto enriquece.
Professora Cursista: Renata Cândido

Conectivos

Um texto é um encadeamento de frases. Para que haja esse encadeamento, é preciso usar elementos de ligação chamados de “conectivos”. Em geral, os conectivos são conjunções e preposições. Saber quando e como usar o conectivo certo é muito importante, pois a habilidade de escrever bem está relacionada a essa capacidade.
Infelizmente poucos sabem empregar corretamente os conectivos. Por isso é comum escutarmos frases como “O jogo onde nosso time jogou bem”. Ora, “onde” é um conectivo usado exclusivamente para se referir a lugar físico: “A região onde chove muito”. Se assim não for, usar-se “em que”, “no qual”, como nas seguintes frases: “O jogo em que nosso time jogou bem”; “No discurso em que...”; “O panfleto em que...”; “Eram dois discos nos quais...”; “A declaração em que...”; “A idéia em que...”; “Palavras em que...”; “Um filme em que...”;” O pensamento em que...”
O pior é que, quando é para ser usar “onde”, empregam outro conectivo: “A empresa que eu trabalho”. Típico exemplo de frase malformulada, pois o conectivo era para ser outro. Como há relação de lugar, em vez de “que”, era para estar “onde”; “A empresa onde eu trabalho”.
Lutibergue, Laercio (Jornal do Comércio)

5 de set. de 2009

Oficina 10 - TP5

No primeiro momento da oficina conversamos sobre as atividades do avançando na prática escolhido pelos cursistas para ser aplicado com seus alunos.
Alguns professores voltaram a queixar-se da falta de tempo para elaboração e acompanhamento das atividades. Outros já afirmaram que tiveram êxito. Considero esse momento sempre importante, pois os professores conseguem expor suas alegrias, angústias e expectativas em relação aos encontros e atividades.
Logo após esse momento, foi feita a leitura do texto “Mudanças” de Clarice Lispector, que já foi lido em momento anterior, mas se fez necessário utilizá-lo nesse momento. Alguns professores fizeram suas reflexões a respeito do mesmo, comparando-o com a sua vida pessoal e profissional.
Para iniciar a atividade da oficina distribui números equivalentes a quantidade de participantes e fiz um sorteio em ordem crescente. Cada professor escolheu duas gravuras que foram retiradas de revistas e jornais e, a partir desses materiais deveriam construir um texto narrativo através das linguagens verbal e não verbal, usando conectivos de coesão, de forma que o texto ficasse coerente.
Os cursistas perceberam que era necessário ter atenção na construção textual para não cometer erros de coerência. O texto foi reescrito várias vezes e assim perceberam a importância dos conectivos de coesão na formação da lógica do texto.
Em outro momento dediquei alguns minutos para conversar com os professores sobre os portfólios, pois alguns ainda apresentaram dúvidas quanto a sua organização. Outros, explicaram como estavam desenvolvendo seus projetos.
Para finalizar, avaliamos a primeira etapa do Gestar (TP3, TP4, TP5) e todos afirmaram que os encontros têm colaborado para sua formação profissional e estão se sentindo mais seguros e produtivos.

A DOR DE ISIS

No dia 12 de agosto recebi uma notícia que me comoveu bastante. Fui comunicada que uma professora tinha perdido sua única filha (Ingrid), pois a menina sofreu uma descarga elétrica e não resistiu.
Isis (mãe da garota) é professora cursista da minha turma do Gestar II (Polo Paulista) e junto com seu esposo sofreu essa grande perda.
Representantes da nossa turma foram ao velório partilhar com Isis dessa forte dor. Ingrid, como todos afirmavam era uma menina feliz, inteligente e amada, principalmente pelos seus pais. Porém, chegou a hora de sua partida. Creio que ela contribuiu para a felicidade dos seus pais e continuará velando por eles no céu.
À Isis, a paz de Deus, nosso Pai. Que o Senhor preencha o vazio em que se encontra o seu coração o mais breve possível para que ela (Isis) possa nos alegrar com a sua presença viva.

Brigar com Deus

(Falado)
Esta canção é para os pais que já perderam um filho, e por isso, brigaram com Deus.
Eu não tenho respostas prontas para essa dor!
Há feridas que não se curam com pomadas, mas com o tempo.
Para eles, que continuam zangados com Deus esta canção!
Admito que eu já duvidei,
Depois daquela morte repentina num farol,
Depois que dos meus olhos Deus levou a luz do sol,
Depois daquela perda sem aviso e sem sentido,
Admito que eu já duvidei.
Admito que eu briguei com Deus porque não respondeu

Quando eu Lhe perguntei porquê;
Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê,
Parece que não viu, nem me escutou lá no hospital.
Admito que eu fiquei de mal!
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu,

A gente chora, grita e urra e põe pra fora aquela dor.
E desafia o Criador e quem se mete a defendê-lo.
Comigo não foi diferente do que foi com tanta gente
Que perdeu algum amor.
Briguei com Deus, briguei com Deus

E se eu briguei foi por saber que Deus ouvia.
Admito que eu me revoltei;

Onde é que estava Deus com Seu imenso amor?
Se Deus é amoroso, então por que deixou?
Por que tinha que ser do jeito que foi?
Admito que eu O desafiei,
Admito que eu O desafiei,por não achar sentido no que Deus me fez;

E nem me perguntei porque será que o fez.
Briguei com quem levara alguém que eu tanto amei!
Admito que eu já blasfemei.
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu.

A gente chora e grita e urra, e põe prá fora aquela dor.
E desafia o Criador e quem se mete a defendê-Lo.
Comigo não foi diferente do que foi com tanta gente
Que perdeu algum amor.
Briguei com Deus, briguei com Deus
Briguei com Deus, mas acabei no colo Dele.
Admito que voltei pra Deus.

E até nem sei dizer porque foi que voltei.
Eu acho que voltei porque não me calei.
Voltei porque, talvez, não sei viver sem crer.
Admito que voltei pra Deus.
Admito que ainda creio em Deus,

Mas tenho mil perguntas a doer em mim.
Eu tenho mil perguntas para Lhe fazer.
Espero que Ele um dia queira responder!
Ele sabe o que é que eu penso dele. (3x)

Oficina 09 - TP5

Antes de iniciar a oficina nº09 da TP5 em que estudamos as unidades 17 e 18, conversamos sobre o avançando na prática que cada cursista trabalhou com seus alunos em sala de aula.
Para começar os trabalhos a sala foi dividida em três grupos. Cada equipe recebeu um texto diferente,escrito de forma desorganizada. As equipes teriam então,que organizar as idéias e reescrever o texto de forma coerente.
Foi uma atividade bastante interessante, pois embora parecesse fácil, aos poucos, os professores foram percebendo que a mesma necessitava de uma atenção especial para que o texto não apresentasse erro de coerência.
Ao terminar a oficina fizemos uma avaliação da atividade proposta que foi bem aceita por todos que a achou bastante interessante.Depois da avaliação entreguei aos cursistas outros textos para apreciação e expliquei também que poderiam aplicar a mesma atividade com seus alunos.
Numa conversa final, que geralmente tenho com a turma, alguns professores queixaram-se da quantidade de atividade, pois arguiram a falta de tempo, já que alguns estão cursando a pós-graduação. Devido esses questionamentos mostrei para o grupo o quanto é importante a formação para nós professores e como somos uma turma coesa, um colega ajuda o outro e assim vamos caminhando.


Exemplo de um dos textos trabalhados em grupo
Grupo 4


Os fragmentos seguintes tratam de cinco cenas diferentes, que compõem uma história. Enumere os fragmentos na seqüência que você julgar correta e depois copie o texto na seqüência obtida.
Agradecida, nada! A cobra, já recuperada, recebeu o homem de bote armado, em atitude tão ameaçadora que ele exclamou:
— Ah, é assim que Você paga o bem que te fiz? Então espera só pra ver...
Tomou a cobra nas mãos, conchegou—a ao peito e trouxe—a para casa. Lá pôs a cobra perto do fogão.
— Fica aqui em paz até que eu volte do serviço à noite. Então te darei um ratinho para comer.
E saiu.
Um dia, certo homem de bom coração encontrou na estrada uma cobra tremendo de frio.
— Coitadinha! Se fica por aqui ao relento, morre gelada.
E a matou com uma paulada.
De noite, ao regressar, veio pelo caminho imaginando como a cobra estaria alegre.
— Coitadinha! Vai ficar tão agradecida...
(Adaptação de O homem e a cobra, em Fábulas, de Monteiro Lobato)

Alcione Rodrigues - Formadora


4 de set. de 2009

Oficina 08 – TP4

Após a conclusão dos estudos das unidades 15 e 16, demos inicio a oficina nº 08 (TP4) com o vídeo “Quem mexeu no meu queijo”, pois alguns cursistas já haviam comentado sobre a dificuldade em aplicar o avançando na prática escolhido (pág.85-TP4), porque alguns participaram da greve dos professores, acontecida no Estado, e não estavam conseguindo aplicar as atividades. Então percebendo certa falta de estímulo, senti a necessidade de exibir o filme.
Logo após a exibição do filme iniciou-se uma discussão em volta do tema por ele abordado, o que facilitou a exposição dos cursistas sobre o avançando na prática. Nos relatos dos cursistas observei que apesar das dificuldades que atualmente o professor do Estado de Pernambuco está passando, eles ainda demonstram preocupação com o processo educativo.
Em outro momento da oficina, a turma foi dividida em grupos, cada equipe recebeu fotos de crianças caracterizados de diversas profissões e que também é retratada na TP4 (pág.220). Cada equipe fez a interpretação da imagem recebida e, a partir daí, construíram um texto publicitário para anunciar trabalhos de ONGs que protegem crianças. Essa atividade conseguiu mobilizar todos os cursistas, pois as produções foram bastante proveitosas.
Para finalizar pedi aos professores para planejar atividades para seus alunos a partir das idéias desenvolvidas na oficina. Ao término dos trabalhos, eles colocaram em comum seus planejamentos para que fossem apreciados por todos. Esse momento foi significativo, pois os planejamentos foram bem elaborados.
Avaliamos o nosso encontro e conversamos sobre a redução do número de participantes, uns por motivos de aumento da carga horária e outro professor, por está desenvolvendo um projeto na UFPE. Sucesso aos nossos amigos!
Alcione Rodrigues - formadora

Relatório - Oficina 7

OFICINA LIVRE
A formadora do Gestar II, Professora Angélica Macedo, informou-me que iria realizar uma oficina livre e explicou o objetivo da mesma. Gostei da iniciativa, pois se tratava de uma análise lingüística da música Valsinha de Chico Buarque e decidi trabalhá-la também com a minha turma.
Comecei a oficina com a leitura da música e incentivei a interpretação oral do texto e foi um momento muito rico, pois cada professor fez sua interpretação. Uma professora falou que o texto mexeu com suas lembranças. Logo após, houve a audição da música. Foi um momento bom, pois alguns professores conheciam a música e até cantaram.
Após a audição da música dividi a turma em três grupos (a turma é pequena). Cada equipe fez a análise estilística solicitada. Nessa análise, os cursistas verificaram: Memória discursiva, Instância lexical, Estrutura textual, Metáfora e Rima. Constataram também que a música foi escrita nos anos 70 e que foi um momento marcado pela busca da liberdade de expressão.
A atividade foi encerrada com as apresentações dos trabalhos das equipes que, pelo seu resultado, ficou provado que os professores tinham o domínio do conteúdo abordado.





Valsinha

Chico Buarque



Um dia, ele chegou tão diferente

do seu jeito de sempre chegar

Olhou-a de um jeito muito mais quente

do que sempre costumava olhar

E não maldisse a vida tanto quanto

era seu jeito de sempre falar

E nem deixou-a só num canto, pra seu

grande espanto, convidou-a pra rodar

E então ela se fez bonita como há muito

tempo não queria ousar

Com seu vestido decotado cheirando

a guardado de tanto esperar

Depois os dois deram-se os braços

como há muito tempo não se usava dar

E cheios de ternura e graça, foram para

a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a

vizinhança toda despertou

E foi tanta felicidade que toda

cidade se iluminou

E foram tantos beijos loucos,

tantos gritos roucos como não se ouvia mais

Que o mundo compreendeu

E o dia amanheceu

Em paz


Alcione Rodrigues - Formadora

13 de jun. de 2009

PROFILE (Portfólio)

Nome: Alcione Rodrigues da Silva

Graduação: Letras-Licenciatura

Pós-Graduação: Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa

Local de Trabalho: Escola de Paulista

Pólo: Escola de Paulista

Número de Alunos: 19

Conteúdo utilizado no 1º semestre: TP 3, TP 4, TP 5

Início do projeto: 16/04/2009

Conteúdo previsto para o 2º semestre: TP 1, TP 2, TP 6

12 de jun. de 2009

Relatório - Oficina 6 TP 3 e oficina livre

No dia 28 de maio, foi o nosso terceiro encontro do Gestar II. Iniciamos a oficina com o Texto "Mudança"de Clarice Lispector http://www.artelivre.net/html/literatura/al_literatura_clarice_lispector.htm, foi um momento muito significativo, pois foram feitas várias reflexões sobre a necessidade que cada pessoa tem de buscar novos horizontes, novas técnicas ou até mesmo recomeçar.
Os professores estão entusiasmado com os procedimentos e técnicas utilizadas nos encontros. Eles alegaram que estavam realmente precisando de algo novo que viesse dar novo estímulo em suas práticas pedagógicas.
Para dar continuidade a nossa oficina, utilizei um slide produzido pela professora Silvania (Afogados da Ingazeira) com o poema "Cidadezinha Qualquer" de Carlos Drummond de Andrade, através do qual incentivei alguns questionamentos que foram bem aceitos pelos professores. A partir desse texto relembramos os conteúdos estudados nas unidades 11 e 12 da TP 3. Uma professora apresentou dúvidas sobre sequências tipológicas existentes no texto. Além da minha explicação, houve um professor que também colaborou para o entendimento da colega.
A crônica "Recado ao Senhor 903" - Rubem Alves - foi usado com o objetivo de identificar os tipos textuais existentes, como também sua função social.
Após a leitura, foi utilizada uma grade de sequências, conforme está na TP 3. Para a realização dessa atividade foram criados quatro grupos, que ao término da atividade expressaram suas conclusões. Percebi que alguns professores demonstraram uma certa insegurança ao identificar as sequências tipológicas e procurei esclarecer suas dúvidas, o que foi louvável, pois uma professora falou que seus conhecimentos em relação as estruturas do texto e, principalmente gêneros textuais, eram poucos e que participar do Gestar II foi realmente um "bom negócio" pois a mesma relatou que no início ela rejeitou a ideia de participar, mas foi convencida pela amiga e que agora está percebendo a necessidade que o profissional tem em estar sempre em formação.
Os professores estão questionando que o tempo dado entre as oficinas não está favorecendo a aplicação do avançando na prática, porque exige uma certa atenção e que estão preocupados com as exigências que o novo diário de classe vem apresentando. Aqui em Pernambuco houve mudanças no modelo dos diários e um grande número de professores ainda não se familiarizaram. Porém, conversamos sobre a importância de planejar todas as atividades.
Apesar do tempo restrito, os professores estão se comprometendo com o curso (alegam que o conteúdo é rico e necessário para a formação do docente). Todos estão envolvidos com as atividades e também houve exposição do esboço de alguns projetos. Finalmente avaliamos o encontro.
Alcione Rodrigues
Formadora.

Relatório - Oficina 5

No dia 5 de maio foi realizada a oficina 5 da TP 3.

Fizemos no inicio uma reflexão sobre o texto "O grupo é assim" - autor desconhecido. Os professores puderam, nesse momento, refletir sobre a importância do trabalho em grupo. Foi feito, logo após, uma pequena síntese dos assuntos que foram abordados nas unidades 9 e 10 (TP 3). Foram levantados alguns questionamentos sobre a diferença entre tipos e gêneros textuais. "Analisar gênero é a mesma coisa que analisar texto?" Foi também um questionamento levantado por uma professora. Mas, esclareci as dúvidas levantadas.
Durante o momento da exposição das atividades desenvolvidas pelos cursistas em suas salas de aula, cada um apresentou suas experiências. Muitos ficaram surpresos com o desempenho dos seus alunos ao desenvolverem as atividades solicitadas. Essas experiências foram colocadas de uma maneira tão simples que todos os cursistas conseguiram expor seus relatos sem timidez.
Esse momento foi realmente muito rico. Pois, durante essa troca de experiência, alguns professores também apresentaram as dificuldades que encontraram em sala de aula. Uns, devido a indisciplina e desinteresse por parte de alguns alunos, e outros pela falta de estrutura das escolas que lecionam. Entretanto, outro grupo de professores já os incentivavam a perseverarem, pois segundo um professor da turma, é o nosso desafio.
Os professores preferiram trabalhar com seus alunos a Literatura de Cordel, pois gostaram de uma dinâmica que foi desenvolvida por eles durante o estudo das unidades 9 e 10: foi lido o cordel "O arcebispo e o cramulhão" de Miguezim de Princesa http://http//www.grupos.com.br/group/movimentoptrn/Messages.html?action=message&id=1236784598595922&year=09&month=3 e, logo após, cada grupo criou um cordel a partir de uma notícia de jornal (notícia diferenciada para cada grupo).
Cada professor trabalhou com suas turmas. Alguns relataram que devido ao acúmulo de atividades resolveram escolher apenas uma turma para desenvolver as atividades. Durante o relato das experiências foi levantada uma discussão porque uma professora falou que embora sabendo da riqueza que tem a literatura de cordel, ela não se sentia bem em trabalhá-la, pois não gostava muito desse gênero. Foi quando duas professoras disseram que esse tipo de rejeição é uma espécie de preconceito que algumas pessoas ainda alimentam em relação ao cordel, considerando-o sem valor. Ficou bastante claro, a partir da exposição das duas professoras que outros professores tinham o mesmo ponto de vista em relação ao cordel. Mas, o argumento das professoras foi colocado de uma maneira que convenceu à todos, e os professores que antes o rejeitava assumiram o compromisso de pesquisar mais sobre o cordel e perceberam também que seus alunos realmente gostaram de produzí-lo porque eles narraram temas do seu cotidiano.
Após esse momento, os professores dividiram-se em grupos e a partir do texto "O grupo é assim", que foi lido no inicio da oficina, criaram três tipos de gêneros cada um (fábula, bula de remédio e paródia). A apresentação dos trabalhos foi um momento muito divertido.
Foram recolhidos os portfólios e alguns professores fizeram leitura do memorial que já havia sido solicitado.
Finalizamos a oficina com a avaliação do encontro.
Alcione Rodrigues
Formadora



Gênero Bula
GENTILEX 350 mg





COMPOSIÇÃO:Diversidade de gênero 80 mgTimidez 40 mg
Agressividade 10 mg
Amor maternal e filial 120 mg
União 100 mg


INDICAÇÃO:Indicado para solidão crônica, agressividade exagerada, timidez contundente, apatia, depressão e fobias generalizadas.

CONTRA-INDICAÇÃO:Contra indicado para pessoas hiperativas.

REAÇÕES ADVERSAS:
Ocasionalmente pode ocorrer vertigem por excesso de felicidade e crise de riso constante.

POSOLOGIA:
01(um) comprimido a cada sete dias.

ATENÇÃO:
Manter fora do alcance das crianças e pessoas com mais de 100(cem) anos.


EQUIPE 1 – Aldenice, Débora, Lidia, Helena, Marcos, Sueli

PARÓDIA (O grupo é assim)

Gente que é gente
E que não sabe que o professor é gente
Como a gente
Com tempo pra estudar, trabalhar e ser decente
Professores sofridos e lisos
Doutores e PHDs
Tem aquele que reclama de tudo
Tem aquele que resolve de vez.
E o sistema vai empurrando
Mudando a vida da gente
Ajeitando, presenteando
Pra deixar o mestre contente
Uma coisa a gente sabe
Que o presente favoreceu
Fez rir, deixou alegre mas o problema não resolveu
Porque quase tudo depende dos eus
Que ofício danado, que vivência sem voz
O gestor e o professor se atracam
Mas depois eles se entendem e se falam
Para desatar todos os nóis.

Oficina Introdutória

No dia 16 de abril de 2009, foi iniciado o Gestar II aqui no polo Escola de Paulista - no município de Paulista (GRE - METRO - NORTE). Realizei duas oficinas introdutórias no período de 8 horas. Na nossa GRE temos cinco polos de Língua Portuguesa e sete formadores. Cada formador fez suas oficinas em seus polos.Iniciei com a presença de professores que a partir desse momento tomaram conhecimento sobre a finalidade e os fundamentos do Gestar II. Contei com a participação da coordenadora pedagógica Angélica Macedo, que juntas apresentamos toda a proposta e o funcionamento do Gestar II.No primeiro momento, apresentei um texto para reflexão "Validação" sugerido pela equipe de formadores em reunião prévia. Logo após esse momento de acolhida, houve a apresentação dos professores cursistas e cada um pode falar das suas expectativas.Para apresentar o material que será utilizado durante o curso, expus um slide e fiz a explanação sobre o conteúdo das TPs e os AAAs (professor e aluno). Nesse power point, foi apresentado o objetivo geral do programa e sua proposta pedagógica. Houve nesse momento, alguns questionamentos feitos pelos professores cursistas, principalmente, sobre a organização dos horários de suas aulas.Logo após , houve a distribuição dos quites e análise dos mesmos. Percebi que muitos gostaram. Expliquei o funcionamento das oficinas. Alguns professores questionaram sobre como utilizar o material do Gestar II em sala de aula, adequando-o ao seu planejamento pedagógico.Consegui explicar tirando todas as dúvidas.No período da tarde,iniciei com um novo texto, A Moça Tecelã, de Clarice Lispector e esse momento foi realmente riquíssimo, pois muitos professores que durante o período da manhã estavam mais tímidos, conseguiram fazer suas explanações. Na minha turma participaram 19 professores cursistas.Após esse momento de reflexão, utilizamos a TP 3 e conversamos sobre os gêneros textuais, para isso, fiz uso novamente de slides. Percebi que para alguns professores cursistas o conteúdo era novo e gostaram bastante. Junto aos professores cursistas foi marcado um momento para lanche. Logo eles foram informados sobre os portfólios e também o projeto pedagógico.Finalizamos com uma mensagem em power point "A parábola das rãs" e sugeri uma breve avaliação do encontro.
Alcione Rodrigues
Formadora